Pois bem, antes de tudo devem ser deixadas de lado suas crenças religiosas. Feito isso temos na idéia de feto uma pessoa em formação, sem consciência, sem vontade própria e sem qualquer capacidade de raciocínio.
É importante também preponderar que o aborto não é, neste teorema, uma prática de mero sadismo, mas sim a imposição de um direito que versa sobre uma pessoa gozando da plenitude de suas faculdades mentais, e que tem por algum motivo a importância de realizar o aborto, sobre outra que não desfruta de tais condições.
Sendo assim deveríamos entrar no dilema de direitos conflitantes, a vida e a dignidade humana. Porém um incide sobre um ser em formação que não possuí discernimento e outro sobre uma pessoa adulta que porventura restará lesada se impedida de abortar sua gestação.
Talvez para não tornar a medida tão radical deva ser imposta alguma condição, como por exemplo, a determinação de um período máximo para a prática legal do aborto voluntário. A fim de evitar que se acabe, de fato, matando um bebê formado e próximo de nascer.
Acredito que no Código Civil Brasileiro vigente, em seu artigo 2º, esta de certa forma entendido que o nascituro ainda não é pessoa e por sua vez não lhe é garantido direito verdadeiro senão a promessa de concretização após seu nascimento com vida.
Agora a indagação.
Por que juízos autorizam o aborto nos casos de estupro mas não um aborto voluntário? Ambos são pessoas – no conceito dos que se recusam a aceitar a prática de interrupção de uma gestação.
Dos julgados que li todos argumentavam a mesma dignidade que eu citei no parágrafo acima e não achavam justo submeter uma mulher a gestar o filho do homem que a estuprou. Esquecendo por vez que se tratava de uma criança, de uma vida.
Métodos anticoncepcionais são legal, aborto não; ou seja, mate a criança antes que alguém possa criticá-lo. O tempo aparentemente nos diz tudo aqui.
Mas sorria, pílula do dia seguinte ainda pode. Apenas tome as devidas precauções para que não ultrapasse algumas horinhas, senão podem dizer que você não matou um óvulo fecundado (um nada) e sim uma vida!
Talvez seja algum pudor que eu não consigo tatear.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Incongruência
Como é possível buscar na razão a solução se não há como determinar o seu verdadeiro teor?
Razão é conveniência; o jeito mais proveitoso de se dar forma ao indeterminado.
Razão é conveniência; o jeito mais proveitoso de se dar forma ao indeterminado.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Dubitare
O desespero da dúvida:
Talvez o fato seja singelo, mas a dúvida instiga o caos tamanho que aquilo que é percebido pelos que não fazem parte do problema, se torna impossível à compreensão de quem o vive.
Assinar:
Postagens (Atom)